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Showing posts from May 31, 2006

Editorial brasileña divulga fragmento de libro de Fernando Báez

Trechos do livro História Universal da Destruição dos Livros, de Fernando Báez
Tradução de Léo Schlafman; Ediouro; 438 páginas



Capítulo VI

A situação das universidades iraquianas é crítica. Soube que depois do fatídico 8 de abril, grupos de saqueadores atacaram a Universidade de Bagdá e levaram tudo o que eram capazes de carregar. Inclusive trouxeram caminhões e fugiram com aparelhos de ar-condicionado, equipamentos de laboratório, arquivos, escrivaninhas, carteiras, cadeiras, computadores, impressoras, scanners, fotocopiadoras... Além disso, e como se tal grau de destruição não bastasse, todos os boletins estudantis, as teses e monografias, os certificados com títulos se perderam em meio à pilhagem e ao caos.

A violência ficou como marca indelével na memória dos estudantes. Alguns, ao contemplar seu centro de estudos incendiado, com as janelas quebradas e as paredes riscadas com lemas contrários a Saddam Hussein, lembram que no começo dos ataques um míssil caiu bem ao lado da universida…

Traducen libro de Báez al portugués

Destruição de livros é tema de novo estudo


Folha de S. Paulo - 13/5/2006 - por Luís Augusto Fischer

Lula, não faz muito, no calor da empolgação com Tiradentes, sugeriu que os historiadores começassem a pensar no dito mártir não como um inconfidente mas como um revolucionário. E assim, em uma frase (provavelmente soprada por assessor), o presidente expôs sua profunda ignorância acerca do tanto que já se discutiu e se discute em torno do único enforcado da Inconfidência. Lula talvez não seja propriamente um inimigo dos livros, mas está mais uma vez provado que amigo também não é. Sua atuação a respeito desse incomparável instrumento da civilização certamente não é tão nefasta quanto a de Bush, que ao liderar o invasão ao Iraque deu ensejo talvez à pior destruição de livros jamais sonhada na experiência humana. No exato local em que, há uns 6.000 anos, algum homem começou a escrever em suporte estável -a antiga Mesopotâmia, atual Iraque-, não faz muito o Exército norte-americano foi ne…

Traducen libro de Báez al portugués

Destruição de livros é tema de novo estudo


Folha de S. Paulo - 13/5/2006 - por Luís Augusto Fischer

Lula, não faz muito, no calor da empolgação com Tiradentes, sugeriu que os historiadores começassem a pensar no dito mártir não como um inconfidente mas como um revolucionário. E assim, em uma frase (provavelmente soprada por assessor), o presidente expôs sua profunda ignorância acerca do tanto que já se discutiu e se discute em torno do único enforcado da Inconfidência. Lula talvez não seja propriamente um inimigo dos livros, mas está mais uma vez provado que amigo também não é. Sua atuação a respeito desse incomparável instrumento da civilização certamente não é tão nefasta quanto a de Bush, que ao liderar o invasão ao Iraque deu ensejo talvez à pior destruição de livros jamais sonhada na experiência humana. No exato local em que, há uns 6.000 anos, algum homem começou a escrever em suporte estável -a antiga Mesopotâmia, atual Iraque-, não faz muito o Exército norte-americano foi ne…