Fernando Báez debate en Portugal

Las notas de Portugal han sido positivas y en esta temporada de libros
aparece con frecuencia la traducción que hizo la editorial Texto y que
se ha promovido en Lisboa, donde Báez cumplió esta semana una apretada
agenda para hablar sobre los intelectuales perseguidos durante el
nazismo. Aqui va una:




História Universal da Destruição dos Livros
Fernando Báez
Texto, 23,99€



Numa irónica simetria, o livro começa e acaba no Iraque. Entre a destruição da biblioteca de Ebla pelo rei acádio Naramsin (2254-2218 aC) e a pilhagem das bibliotecas e museus do Iraque durante a invasão americana, em 2003, há um fio condutor de estupidez, intolerância, tacanhez e incúria.

Se há quem veja no livro uma fonte de saber e um instrumento de libertação, também há quem nele veja pornografia, heresia e incitação à subversão. Em não poucos casos considerou-se insuficiente queimar os livros e queimaram-se também os seus autores – e até os seus impressores e leitores. Pela força deste exemplo e de várias formas de repressão, quantos livros não ficaram por escrever e, tendo sido escritos, por copiar ou imprimir? Quantos séculos de progresso foram anulados pela acção combinada do fogo e da censura?

Tudo indica ser apócrifa a resposta do Califa Omar I ao general que o consultou sobre o destino a dar à biblioteca de Alexandria, mas as palavras atribuídas a Omar são reveladoras da atitude dos fundamentalistas religiosos de todas as épocas e credos: “Se os livros contradizem o Corão, são heréticos, se estão de acordo com ele, são supérfluos – em qualquer dos casos deverão ser destruídos.”

A pesquisa efectuada por Báez é hercúlea mas nem sempre rigorosa (a secção “A Aniquilação de Livros Electrónicos” é um repositório de disparates) e a estrutura do livro é débil, ficando-se pelo desfiar de um rol de perdas e calamidades. Mas não é motivo para o atirar para o fogo.

José Carlos Fernandes


http://www.timeout.pt/news.asp?id_news=3803

Comments

Anonymous said…
CONOCIMOS FINALMENTE LA OBRA DE BAEZ Y DESDE AHORA
SU LIBRO ES NUESTRA REFERENCIA!!!
Cecilio
Anonymous said…
Escuché la conferencia sobre
los intelectuales perseguidos en la historia y aprendí mucho, me acerqué
porque pasaba unos dias en Lisboa y fue notable la denuncia del venezolano Fernando Báez, que ya conocía de su obra sobre Alejandría


Pepe /---Segovia
Belinda said…
Los pueblos que persiguen intelectuales son fascistas
Aca en Buenos Aires mataron a Rodolfo Walsh y no pasó nada
Belinda Bahía Blanca

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